Pepe Mujica é pop

Pepe Mujica em Curitiba. O ex-presidente e atual senador no Uruguai, “Pepe” Mujica esteve em Curitiba e participou de um #seminário com o tema Democracia na América Latina.


“Lindo”, “fofinho”, “que bonitinho”, “que amorzinho”. Essas adjetivações poderiam ser destinadas a um cantor-ídolo juvenil ou popstar sertanejo, mas é para um senhor de seus oitenta e poucos anos e político. Elogios destinados ao ex-presidente e, então senador do Uruguai, José Alberto Mujica Cardano, popularmente conhecido por “Pepe” Mujica.


O que se pode constatar é que Pepe Mujica é pop. Tipo atração, ídolo, ícone, símbolo. Essas coisas. Esteve em Curitiba (Paraná, Brasil) para um seminário intitulado Democracia na América Latina e arrastou uma legião de pessoas que se aglomeraram num ginásio para ouvi-lo.

Característica interessante para um político, principalmente para em tempos que a política não anda assim tão contagiante ou convincente. Mais fácil ouvir impropérios do que elogios proferiu um colega. Mas “Pepe” Mujica é estrela midiática, o político mais popular da América Latina.

Guardadas as proporções, Mujica é tipo uma gama de celebridade internacionais . Sensação como personas políticas que agregam legiões de admiradores. Seu rosto já estampou artigos em diversos jornais mundo a fora. Seus pensamentos caíram no gosto de muita gente.

Suas falas despertam interesse de muita gente. Consta ser uma celebridade universal. Endeusado por uma esquerda de símbolos e respeitados por direitistas e centristas. De repente por sua simplicidade, por seus discursos universalistas, por acreditar que a guerra é ilusão, por defender o meio ambiente ou políticas progressistas realizadas em seu mandato, tal como a liberação do aborto ou legalização da maconha ou seu humanismo. Talvez.


Mujica colocou o Uruguai em evidência. Assumiu o cargo máximo no país entre 2010 e 2015, onde legislou com características progressivas e políticas alternativas. Assumiu compromissos com a erradicação da pobreza, educação e meio ambiente. Logo de início deu cabo de aprovar uma lei que discriminalizava o aborto, depois veio o casamento igualitário e a legalização do uso da maconha.

A advogada Karmine dos Santos, foi uma das milhares de pessoas que se inscreveram e enfrentaram a fila para ver Mujica. Queria saber mais sobre as ideias e ideais dele, que segundo ela, já ultrapassaram os limites políticos partidários e podem ser transformados em políticas e justiça para todos. “Ele é um exemplo para a América do Sul”, disse.

Mujica chegou a Curitiba na terça-feira (26), depois de um voo de mais de 6 horas – devido à conexão em São Paulo. No ginásio de um clube local na região central da cidade, discursou por mais de 40 minutos.


Falou para uma multidão de fãs atônitos. Falou devagar pausadamente sobre temas como a democracia, desigualdade social e consumismo. Vê com estranheza essa ideia do homem ser tão dependente do trabalho e do sistema econômico. “A vida não é só para trabalhar. É preciso tempo para viver e ser livre”, disse.

Teceu críticas à desigualdade social e disse que não pode haver democracia sem resolver o problema da pobreza. “Não há como se ter fraternidade e liberdade sem igualdade.”

Théo Rocha, ator, 31 anos.

“Eu não poderia perder essa oportunidade”, disse Théo Rocha, ator e professor de teatro. Com uma bandeira do Uruguai – presente de algumas amigas uruguaias – disse que veio ver Mujica pela “essência humana” que ele desperta. “Você vê essa essência humana, aquela coisa simples, que faz ele ser reconhecido no mundo inteiro”, destacou. “Não vamos vender nosso tempo, não vamos vender nossa vida à toa, porque a gente vale mais do que isso. E ele carrega um amor, uma essência na palavra que é fantástico de ver.”

Disputa pelo self


A todo momento Mujica foi paparicado. Diz que na hora de sua primeira refeição em terras curitibanas, realizado discretamente num restaurante da cidade, as pessoas que estavam ali fazendo sua refeição pediram para abaixar a música ambiente. Queriam ouvir a voz do ex-presidente uruguaio.

Todos queriam ouvir Mujica. Mas, ouvir sua voz ( e suas ideias) não foi de todo suficiente. Todos queriam um retrato ao seu lado, tirar uma foto ou um self, ter um autógrafo.

O jeito calmo, lento e simples de Mujica encanta. As pessoas querem ter um encontro com esse guru da vida simples. Querem tocar, querem ouvir um conselho particular daquele que ficou conhecido como o “presidente pobre”. Mujica abdicou do salário de presidente – doou ao partido e para entidades – , chegava de Fusca e mora numa casa bem simples rodeada de natureza e com um cadelinha de três patas.

Tal como um astro, foi muito assediado. A “galera da esquerda pirá” e os seguranças tiveram bastante trabalho para impedir avanços de fãs mais entusiasmados.

Sua estadia em Curitiba terminou com uma coletiva de imprensa. Foi rápida, pois Mujica aparentava certo cansaço. Fiz muitas imagens desde sua apresentação no ginásio. E no final não resisti, corri a sua frente e pergunte se poderia posar para um retrato. Aproveitei o espelhamento da parede do prédio e tive tempo de fazer 3 cliques. 

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